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Matosinhos, Ricardo

12 Jazzy Etudes for Horn

für Horn

2010 komponiert

Arkady Shilkloper gewidmet


Written for the advanced student to professional, these etudes feature
different techniques that are essential to horn playing. In a fun, fanciful
and whimsical style, Mr Matosinhos focuses each etude on a different
technique, always within a style heavily invluenced by Jazz. 24 Pages.
Dedicated to Arkady Shilkloper.

You can listen to Mr Matosinhos playing some of these etuds on U-Tube. Follow
the links below:

12 Jazzy Etudes for Horn No. 10

12 Jazzy Etudes for Horn No. 12


These etudes were written with the aim of filling a gap in the Horn
repertoire. Usually advanced etudes for horn are too difficult in many
different aspects at once. In these etudes I used different scales and modes
with some extended techniques, but always in an easy and funny way; if an
etude is difficult or even very difficult in one aspect, it will be easy or
even very easy in others. I dedicate these etudes to the Russian horn player
Arkady Shilkloper and his music, whose influence will be easily identifiable
in some of these etudes.

Etude nº1 This Etude is intended to work with different rhythms of valeur
ajouté (added value) similar to Olivier Messiaen's writing in that, contrary
to other methods, I've decided to make the rhythm difficult but make every
other aspect easy. For instance, the range is about one and a half octaves
(B2-F#4) and, technically speaking, if this Etude is played entirely in Bb
horn, only the first 2 fingers will be used. The chosen mode is lydian
dominant (4th mode of the ascended minor melodic scale).

Etude nº2 This Etude intends to juxtapose 3 rhythms that may be confusing
(Bars 1, 3 and 7). In the transitions between 3/8 and 5/16 the length of 1
bar remains the same. As indicated, one should swing on 3/8 and 5/8 bars and
play straight on the 5/16 bars.
The idea is to interrupt the end - the player should not move for 2 or 3
seconds leaving the listener to guess the inevitable unplayed D.

Etude nº3 - This Etude is based on the D major pentatonic scale. It should be
played at the tempo q = 120 or more, since this is usually the speed barrier
between single and double tongued staccato. In order to be more effective,
this etude should be played in both single and double tongued staccato. If
played on Bb horn the 2nd finger remains pressed down and only the 1st finger
moves.

Etude nº4 The same way some medicines have a funny taste and need to be
taken with orange juice, quarter tones are also difficult to digest in our
occidental half tone trained ears. I've created this etude in a form of a
blues with the aim of making it easier to practice this technical resource
for the horn. The indicated positions are for the 7th, 11th and 13th
harmonics of the double horn that are already naturally sharp/flat. Within
this etude all the quarter tones between F3 and G4 will be processed. For
more information about the microtonal potential of the Horn please read:
Douglas Hill's Extended techniques for the horn: A practical handbook for
students, performers and composers from Warner Bros. Publications, 1996
(ASIN B00072T6B0) and David Robert Whaley's The Microtonal Capability of the
Horn(Illinois Univ., 1975).

Etude nº5 This etude is based on the whole tone half tone D diminished
scale. It should be played as fast as possible while making sure that all
notes and articulations are clearly played.

Etude nº6 The Lydian mode appears in this Etude ornamented with energetic
jumps and trills that should sound like a joke.

Etude nº7 This is written in the form of a dance with variations on an F#
whole tone scale. Most of the time, the Etude is played in the medium-low
register of the horn. Each 8 bar phrase brings us new intervals (major 3rd,
augmented 4th, augmented 5th, minor 7th, 8th and major 10th).

Etude nº8 In this Etude intervals are played that come from the equal
division of one octave (minor 2nd, major 2nd, minor 3rd, major 3rd and
augmented 4th). The aim is to maintain control of a good legato, despite the
speed or the intervals. There is also an echo effect created by the chords in
unison and octave. At the end there are also chords, but this time the lowest
note should be sung while the upper note should be played. Another difficulty
in this Etude is the subdivision of the quarter notes into 64th notes at the
tempo q = 32.

Etude nº9 Playing stopped notes on the horn has several difficulties. As if
it wasn't hard enough to play these in tune, we also need to play these in
different positions and to be able to change the hand quickly. The aim of
this etude is to work on only one of these difficulties: the speed of the
right hand. It is based on one stopped note at different speeds. You should
avoid glissandi or pitch changes between stopped and open sounds. This Etude
is built on a minor pentatonic scale, if played in Bb horn, only the 1st
finger is used (and the 2nd for the stopped notes).

Etude nº10 This etude is based on the Ahava Rabboh mode, the 5th mode of
the harmonic minor scale (mixolydian b9 b13). Always alternating binary and
ternary rhythms, it touches an Arabic sound with some extended techniques
such as chords on 5th's and octaves, arpeggios with the right hand,
fingernails on the tuning slides and percussive air effects.

Etude nº11 This etude is to be played in different harmonic series. The
slashed indication above (in F, in Eb etc.) doesn't mean that these sections
are to be transposed, they indicate tube lengths (ex: in D = F horn + 1+2).
This kind of notation can be found in the 2nd movement of György Ligeti's
Trio for horn, violin and piano. The microtonal signs refer to naturally
sharp or flat harmonics of the relevant harmonic series.

Etude nº12 This etude is built on horn chords in two sections. In the first
half it is intended to explore the tuning beats, using them as dynamic
effects. In the second half the aim is to practice parallel horn chords on
5ths, 6ths, octaves and 10ths.

Ricardo Matosinhos

Estes estudos foram escritos com o intuito de preencher um espaço em branco
no repertório da trompa. Geralmente os estudos avançados para trompa são
demasiado difíceis em vários aspectos. Nestes estudos procurei utilizar
diferentes modos e escalas com algumas técnicas e efeitos especiais, mas
sempre de uma forma fácil e divertida, em que se um estudo for difícil ou
mesmo muito difícil num aspecto, será fácil ou mesmo muito fácil noutros.
Dedico estes estudos ao trompista russo Arkady Shilkloper e à sua música. Em
alguns destes estudos será fácil identificar as influências.

Estudo nº1 - Neste estudo pretende-se que sejam trabalhados diversos ritmos
de valeur ajouté (valor acrescentado) à semelhança do tipo de escrita de
Olivier Messiaen. Para tal ao contrário de outros métodos, optei por
dificultar o ritmo mas facilitar todos os outros aspectos: a tessitura é de
cerca de uma oitava e meia (Si2-Fá#4) e tecnicamente, se este estudo for
tocado integralmente em trompa Sib, apenas serão utilizados 2 dedos em todo o
estudo. Relativamente ao modo escolhido, trata-se do modo lídio dominante
(modo do 4º grau da escala menor melódica ascendente)

Estudo nº2 - Este estudo pretende contrapor 3 ritmos que podem gerar confusão
(c.1, 3 e 7). Nas transições entre compassos 3/8 e 5/16, o tempo de 1
compasso permanece o mesmo. Tal como indicado, é pretendido swing nos
compassos 3/8 e 5/8 e straight nos compassos de 5/16.
A ideia é que o final fique interrompido e que o intérprete permaneça imóvel
por 2 a 3 segundos assim que terminar o estudo deixando adivinhar a nota Ré
que inevitavelmente se seguiria.

Estudo nº3 - Este estudo está baseado na escala pentatónica maior de Ré.
Deverá ser executado numa velocidade de semínima igual ou superior a 120
b.p.m. uma vez que esta velocidade costuma ser a fronteira entre staccato
simples e duplo. Para ser mais eficaz, este estudo deverá ser tocado em
staccato simples e duplo. Se tocado em trompa Sib o 2º dedo permanece imóvel
e apenas o 1º dedo se movimenta.

Estudo nº4 - Da mesma forma que há alguns medicamentos com um sabor
desagradável e têm que ser dissolvidos em sumo de laranja, os ¼ de tom também
são de difícil digestão para os nossos ouvidos ocidentais, treinados a ½
tom. Criei este estudo sob a forma de um blues com o intuito de facilitar o
estudo deste recurso técnico da trompa. As posições indicadas baseiam-se nos
7os, 11os e 13os harmónicos da trompa Fa/Sib que naturalmente já se encontram
baixos/altos. Com este estudo são trabalhados todos os quartos de tom
existentes entre o Fá índice 3 e Sol índice 4. Para mais informações sobre o
potencial microtonal da trompa consulte: Extended techniques for the horn: A
practical handbook for students, performers and composers de Douglas Hill,
Warner Bros. Publications, 1996 (ASIN B00072T6B0) e The Microtonal
Capability of the Horn Tese de doutoramento de David Robert Whaley (Univ.
Illinois, 1975)

Estudo nº5 - Este estudo é baseado na escala diminuta (tom-½ tom) começando
em Ré. Deverá ser tocado o mais rápido possível mas de forma a que todas as
notas e articulação sejam claramente perceptíveis.

Estudo nº6 O modo lídio aparece neste estudo ornamentado com vários trilos
enérgicos e saltos que deverão ter um carácter de brincadeira.

Estudo nº7 - Trata-se de uma dança com variações sobre uma escala de tons
inteiros começando em Fá#. Predominantemente o estudo encontra-se no registo
médio-grave da trompa. Cada frase tem oito compassos e inaugura novos ritmos
ou intervalos (3ª Maior, 4ª Aumentada, 5ª Aumentada, 7ª menor, 8ª e 10ª
Maior).

Estudo nº8 - Neste estudo são abordados intervalos derivados da divisão igual
de uma oitava (2ª menor, 2ª maior, 3ª menor, 3ª maior e quarta aumentada). O
objectivo é controlar um bom legato, independentemente da velocidade ou do
intervalo. Existe igualmente neste estudo um efeito de eco causado pelos sons
multifónicos em uníssono e oitava. No final do estudo, aparecem novamente
multifónicos, sendo que desta vez é a voz inferior que é cantada. Uma outra
dificuldade é a subdivisão, q = 32 a qual se tem que subdividir em outros
valores que chegam a 16 semifusas.

Estudo nº9 - Tocar sons fechados na trompa apresenta diversas dificuldades.
Como se não bastasse ser difícil afinar, é ainda preciso tocar com uma
posição diferente e com maior velocidade de ar. Com este estudo, pretende
trabalhar-se apenas uma das dificuldades: o movimento rápido da mão direita.
Baseia-se essencialmente numa nota fechada a diferentes velocidades, devendo
evitar-se glissandi ou mudanças de afinação entre sons fechados e sons
abertos. O estudo está construído sob uma escala pentatónica menor, se tocado
em trompa Sib apenas é utilizado o 1º dedo. (2º para bouchés)

Estudo nº10 - Este estudo é baseado no modo Ahava Rabboh. É um modo
construído sobre o 5º grau da escala menor harmónica (Mixolídio b9 b13).
Consiste na alternância constante entre métrica binária e ternária. Com uma
sonoridade com um quê de árabe, tem ainda alguns efeitos como sons
multifónicos à 5ª e 8va, arpegiato com as unhas da mão direita sobre as
bombas de afinação e efeitos percussivos com o ar.

Estudo nº11 - Este estudo está concebido para ser executado em diferentes
séries de harmónicos. As indicações a tracejado (in F, in Eb etc.) não
indicam transposições, mas sim de comprimentos de tubo (ex: in D = Trompa Fá
+1+2). Este tipo de indicações pode ser encontrado nas obras de György
Ligeti, como é o caso do 2º andamento do Trio para violino, trompa e piano, o
Concerto para trompa (Hamburgo) ou o concerto para Piano. Quanto às
indicações micro-tonais, referem-se a harmónicos naturalmente baixos ou
altos, consoante a série em que se encontram.

Estudo nº12 - Este estudo está construído em sons multifónicos com duas
secções. Na primeira pretende explorar-se os batimentos destes e utiliza-los
como efeitos de dinâmica. Já na segunda parte o objectivo é o estudo paralelo
de multifónicos em intervalos de quinta, sexta, oitava e décima.

Ricardo Matosinhos

Horn playing has nothing to do with good or bad luck,
it is all about practicing!

by Ricardo Matosinhos

Horn → Etüden

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